2/9/2010
Atividade do comércio avançou 0,3% em agosto


2/9/2010
Copom mantém Selic em 10,75% ao ano por unanimidade


2/9/2010
PIB teve ritmo menor de crescimento no 2º trimestre


1/9/2010
Crédito às empresas tende a se acelerar no próximo trimestre


1/9/2010
Projeto prevê multas mais pesadas para as empresas "campeãs" de reclamações


1/9/2010
Taxa Selic fica em 10,75%, prevê mercado


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9/3/2010
Mercado financeiro eleva a 4,99% a projeção para o IPCA deste ano

Analistas do mercado financeira elevaram de 4,91% para 4,99% a projeção para a inflação oficial no fim deste ano. Essa foi a sétima semana seguida em que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi revisto para cima, distanciando-se cada vez mais do centro da meta de inflação (4,5%).

A informação consta do boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central (BC) com base em projeções de cem analistas e empresas especializadas para os principais indicadores da economia. Para 2011, a estimativa voltou para o centro da meta de 4,5%, depois de ter oscilado para 4,53% na semana passada.

Os analistas do mercado financeiro não esperam que o Comitê de Política Monetária (Copom) eleve a taxa básica de juros, a Selic, já na reunião marcada para os dias 16 e 17 deste mês. Entretanto, no fim do ano, eles esperam que a taxa básica, atualmente em 8,75% ao ano, fique em 11,25%. Para o fim de 2011, a projeção foi alterada de 11,25% ao ano para 11,23% ao ano.

O Focus também traz projeção para Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI). A estimativa para esse índice, neste ano, subiu de 5,70% para 5,91%. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 5,86% para 5,88%, em 2010.

A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) também subiu: de 5,17% para 5,40%. Para 2011, a estimativa para esses índices - IGP-DI, IGP-M e IPC-Fipe - permanece em 4,5%. A expectativa dos analistas para os preços administrados permaneceu em 3,60%, em 2010, e em 4,50%, em 2011.

Os analistas não fizeram alterações nas projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano (5,5%) e em 2011 (4,5%). Para o crescimento da produção industrial, este ano, a previsão passou de 8,60% para 8,71% e em 2011 foi mantida a expectativa de 5%. A projeção para a relação entre dívida líquida do setor público e o PIB caiu de 41,70% para 41,50%, este ano, e de 40% para 39,50%, em 2011.

A previsão para o superávit comercial para este ano permaneceu em US$ 10 bilhões e foi ajustada de US$ 2,8 bilhões para US$ 3 bilhões, em 2011. A estimativa para o dólar passou de R$ 1,80 para R$ 1,81 no fim de 2010 e de R$ 1,87 para R$ 1,85 ao fim do próximo ano.

Para o déficit em transações correntes, a estimativa para este ano passou de US$ 50 bilhões para US$ 52 bilhões e de US$ 57,890 bilhões para US$ 60 bilhões, em 2011. A expectativa para o investimento estrangeiro direto foi mantida em US$ 38 bilhões, em 2010, e em US$ 40 bilhões, em 2011.

 







Fonte: VALOR ECONÔMICO