2/9/2010
Atividade do comércio avançou 0,3% em agosto


2/9/2010
Copom mantém Selic em 10,75% ao ano por unanimidade


2/9/2010
PIB teve ritmo menor de crescimento no 2º trimestre


1/9/2010
Crédito às empresas tende a se acelerar no próximo trimestre


1/9/2010
Projeto prevê multas mais pesadas para as empresas "campeãs" de reclamações


1/9/2010
Taxa Selic fica em 10,75%, prevê mercado


1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101   próxima >>









9/3/2010
Inadimplência do consumidor registra a maior queda em fevereiro desde 2004

Menor inadimplência nos cartões de crédito e financeiras
puxou o recuo do indicador

Mesmo com as compras facilitadas do Natal e as pressões das despesas de início de ano, como IPVA e IPTU, o crescimento da economia está contribuindo para que os pagamentos dos consumidores sejam honrados. Segundo o Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor, na comparação anual, o indicador registrou queda de 2,2%, representando o maior recuo para esta relação entre os meses de fevereiro, desde 2004.

Na relação mensal – fevereiro contra janeiro de 2010 –, a inadimplência apresentou queda de 3,1%. Segundo os economistas da Serasa Experian, o consumidor que ficou desempregado durante a crise e recuperou seu emprego no segundo semestre de 2009 buscou cautela em seus gastos. O retorno do crédito e a renegociação de dívidas também estão promovendo um fôlego no orçamento.

A queda da inadimplência do consumidor em fevereiro foi decorrente do recuo de 4,6% na inadimplência nos cartões de crédito e financeiras, que contribuiu com 1,5 ponto percentual no declínio de 3,1% registrado pelo indicador. Em seguida, ambas com contribuição negativa de 0,7 ponto percentual, estão as devoluções de cheques sem fundos e as dívidas não honradas junto aos bancos com quedas de 4,2% e 1,4%, respectivamente. Por último, os títulos protestados apresentaram recuo de 13%, o que representou contribuição de -0,3 ponto percentual na queda agregada do indicador. (veja tabela abaixo)


No acumulado do ano – primeiro bimestre de 2010 em comparação com o mesmo período do ano anterior –, a inadimplência caiu 5,3%, representando o maior percentual de queda nessa relação, desde 2000. A comparação entre duas conjunturas econômicas distintas, a atual com forte crescimento da economia, aumento do emprego e evolução da renda, e a do início de 2009, com um dos momentos mais críticos da crise, com a inadimplência em alta (4,5%), possibilitou uma menor inadimplência do consumidor neste ano.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, a perspectiva é de que a inadimplência do consumidor continue em queda por, pelo menos, todo o primeiro semestre de 2010, coerente com o bom cenário econômico, a geração de empregos e a evolução da renda.
Participação dos componentes do Indicador

As dívidas com os bancos representam a maior parcela da inadimplência do consumidor no país. No primeiro bimestre de 2010, a modalidade representou 48,1%, no indicador. No mesmo período de 2009, este percentual era de 43,4%.

Em seguida estão as dívidas com cartões de crédito e financeiras, representando 32,9% de janeiro a fevereiro deste ano. No acumulado de 2009, a participação da mesma modalidade era de 37%.

Em terceiro lugar, aparecem os cheques sem fundos, com 16,9% de representatividade nos primeiros dois meses de 2010. Na mesma comparação do ano anterior, a participação no indicador era de 17,7%.

A menor parcela é representada pelos títulos protestados que registraram 2,1%, no primeiro bimestre deste ano, contra 1,9% no primeiro bimestre do ano passado.
Aumenta o valor médio das dívidas com os bancos

No primeiro bimestre de 2010, em comparação com o mesmo período do ano anterior, todas as modalidades de inadimplência registraram alta no valor médio das dívidas. Os cheques sem fundos tiveram crescimento de 44,9%, os títulos protestados de 6,7%, as dívidas com os bancos de 1,9% e as dívidas com cartões de crédito e financeiras apresentaram alta de 0,4%. (veja tabela abaixo):







Fonte: SERASA EXPERIAN